Eu quero ver o oco
Fizera pouco em tê-lo deixado
Todo quebrado, desfigurado
Irreconhecível até pra mãe
- "Mãe, olha só que legal,
O carro que eu ganhei no natal,
Tu que me deu e disse cuidado pra que não arranhe".
- "Menino doido! Tu quebrou até os friso!
Tem noção do prejuízo?
Acho que teu véi vai te matar".
O sonho dele esperando o carro do ano
Um modelo italiano
Que acabaram de inventar
Carrão da porra tu pisava ele voava
Tu freiava ele ancorava
E eu lá dentro a me debater
No bate-bate com a cabeça no volante
Voei pelo vidro da frente
E a raiva preta que eu não pude conter
Com o sangue quente cortei a testa
Quebrei os dente e toda aquela gente
Peste! Não vem ninguém me ajudar
Nem se mexiam pior que isso eles riam
Teto preto, o tempo fecha
Ozóvo inflama, hora do pau cantar
Eu quero é ver o oco
Só na mãozada eu deitei seis
Mas detestei matar
Eu quero é ver o oco
Sem controle tocando o fole
É hora de dançar
Meu ódio por automotores começou cedo
Depois que eu tranquei os dedo
Na porta dum opalão
Meu pai de dentro se ria que se mijava
Achou que o filho festejava
Era dia de Cosme e Damião
Depois do dedo foi o braço, a perna, as costas
Tu duvida? Bate uma aposta
Pois muitos vão lhe testemunhar
Tanta fratura que deixa a doutora louca
É pino até no céu da boca
Tu cansa só de tentar contar
Eu quero é ver o oco
É pedir muito uma enfermeira
Vir me ajudar
Eu quero é ver o oco
Uma enfermeira gente boa
Vem me medicar
Eu quero é ver o oco
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
letras de musicas mais famosas
Me lambe
O quê? O que que essa criança tá fazendo aí toda mocinha?
Vêm, já sabe rebolar, e hoje em dia quem não sabe
Se ela der mole eu juro que eu não faço nada
Dá cadeia e é contra o costume
Mas se eu tiver na rua e ela de mão dada com outro cara
Eu morro de ciúme!
E eu contente com as malvada achando que era o tal
E me aparece essa coisinha
Me dê agora seu telefone, outro dia a gente se liga
Eu quero te levar pra onde dá um frio na barriga
Me fala a verdade, quantos anos você tem?
Eu acho que com a sua idade
Já dá pra brincar de fazer neném
[REFRÃO]
Como a vista é linda da roda gigante
É tão grande
Acho que ela viajou que eu era um picolé
Me lambe
No parque de diversões foi que ela virou mulher
Das forte
Menina pega a boneca e bota ela de pé
Sinto, amigo, lhe dizer, mas ela é "de menor"
Isso é crime
Seu guarda, se não fosse eu podia ser pior
Imagine
O homem de cassetete disse, quando me algemou
Que ela só tinha dezessete e o pai dela era doutor
E que se fosse eu ainda faria igual
Se fosse no ano que vem ia ser normal
O retorno e o sucesso pelo Brasil
O retorno se deu em 1992 com uma oportunidade em tocar em um bar de Goiânia. Como Digão havia passado para a guitarra a banda começou a procura por um baterista, chegando até a utilizar uma bateria eletrônica. Não obtendo bons resultados, recrutam Fred, que na época já era fã do grupo. No ano seguinte a banda gravou uma fita demonstrativa contendo Nega Jurema, Marujo, Palhas do Coqueiro e Sanidade, iniciando então divulgação pelo país. A banda passou a ser reconhecida pela mídia e por outras bandas, que começaram a convidá-los a tocar no Rio de Janeiro. Chegaram a abrir apresentações de Camisa de Vênus e Ratos de Porão no Circo Voador, além de uma temporada para o Titãs.
Em 1994, lançam seu primeiro disco, intitulado apenas como Raimundos, pelo selo Banguela dos Titãs. O disco teve boa aceitação, vendendo mais de 150 mil cópias. O som pesado, com letras cheias de palavrões e com fortes influências nordestinas, chamou a atenção da mídia e do público, com canções como Puteiro em João Pessoa, Nega Jurema e Marujo. Mas o grande sucesso do álbum foi a balada pornô-erótica Selim, que impulsionou as vendas do disco e tornou a banda conhecida no país inteiro.
